Brick (2005)

                         

Mais um do Joseph Gordon-Levitt. Sim, não é porque o cara é bom que todos os filmes que ele fizer serão bons, mas até agora eu não me decepcionei haha 
“Brick” (ou “A Ponta de um Crime”) segue o estilo “crime drama” (que críticos e pessoas entendidas chamam de neo-noir. Como eu não sou nenhum dos dois, chamo de “meio detetive” mesmo haha). Bom, a história é balizada na busca do predestinado Brendan Fryer (Joseph Gordon-Levitt) que deseja encontrar respostas para o assassinato da ex-namorada,  Emily Kostich (Emilie de Ravin) e ver os culpados serem pegos. Aparentemente todo mundo é ou já foi traficante de drogas na escola, o negócio é que o Brendan está limpo e fora dessa vida e Emily não. Brendan, que havia se afastado da ex pelos diferentes caminhos escolhidos, recebe um pedido de ajuda de Em e começa a procurá-la, perguntando seu paradeiro para seus conhecidos “colegas de trampo”. O único em quem confia, de fato, é Brain (Matt O’Leary), que é seu backup, enconbrindo-o quando precisa, buscando informações, etc. Apesar da formação de “bandos”, há bastante individualidade, cada personagem faz o que bem entende a favor de benefícios próprios. O filme parte da cena em que Brendan encontra Emily morta e depois segue para o que teria acontecido antes disso. Acho que não dá para contar mais do enredo além disso, do contrário acabo com a graça :)  
O filme é um grande quebra cabeça e a trama é extremamente bem construída e um tanto quanto imprevisível, sendo o tipo que prende a sua atenção até o final (em grande parte, acho que o que ajuda são os diálogos rápidos e soltos). O legal mesmo é esse “submundo” dentro de um subúrbio californiano, uma história de detetive dentro de um ambiente escolar, com um ar  intelectual e misterioso.

Veja o trailer AQUI.

Por: Gabi 

                     

                     

                      

50/50 (2011)

                         

Entrou para minha lista de favoritos, com certeza. Filme bom, realmente bom, é aquele que gera uma reflexão capaz de mudar a maneira com que o vê pensa, ou mesmo fazê-lo enxergar o que antes não era possível. Quem diria que uma doença tão trágica como o câncer poderia ser abordada com um toque de comédia? A verdade é:  por que não?
50/50 (lê-se fifty-fifty pelo título original) não é apenas sobre um cara, jovem, chamado Adam (Joseph Gordon Levitt) e a maneira que enfrenta o câncer. É um filme sobre como ver as coisas sob uma outra perspectiva, sobre as relações com as pessoas a sua volta, sobre valorizar as pequenas coisas e, principalmente, sobre sobreviver a realidade. É claro que ninguém está livre de uma tragédia, é o que observamos logo no início, quando Adam é diagnosticado com câncer. Jovem, não fuma, não bebe. Adam não entra em colapso nervoso assim que sabe, aparentemente guarda o medo para si e apenas avisa as pessoas mais próximas. A namorada Rachael (Bryce Dallas Howard) é a primeira a saber e oferece seu apoio. Só que ela não aguenta a carga,  passando a rejeitar e a enganar o namorado, tendo seu lado egoísta desmascarado por Kyle (Seth Rogen), melhor amigo de Adam. Kyle, que parece aproveitar-se da doença do amigo para tentar atrair mulheres, na verdade simboliza o genuíno otimismo ainda que de maneira realista. É aquela pessoa que mesmo não parecendo, é a que mais ajuda ou, principalmente, a que mais se esforça para ajudar. Acho que essa é a diferença entre “amigo” e “conhecido”, um te oferece a verdade, independente de qual ela seja, e ao mesmo tempo te ajuda a lidar com ela, o outro palavras furadas de consolo e certezas que de fato não existem. A maioria das pessoas que Adam conhecia, como colegas de trabalho, ou já o enxergavam como morto e sentiam peninha ou apenas diziam “não se preocupe, vai ficar tudo bem”, frase comum quando não se tem o que dizer. Afinal, se não sabe o que dizer, não diga! Não é verdade? Katherine (Anna Kendrick), é uma terapeuta inexperiente que mostra a humanidade é essencial para o profissionalismo. Adam é seu primeiro paciente, que mesmo não botando fé em uma pessoa despreparada e tão nova quanto ele, aos poucos se permite ser ajudado por ela. Por último, Diane, interpretada por…Anjelica Huston (hahaha cara, é a Morticia! fucking awesome) é a mãe de Adam. O relacionamento deles é como o de qualquer mãe e filho. Filhos odeiam e sempre vão odiar a super proteção dos pais. Mas o que o filme me fez pensar é que talvez seja um pouco egoísta da parte dos filhos não deixar que os pais se intrometam um pouco em suas vidas. Adam evitava a mãe e não retornava suas ligações, mas com o tempo percebe que precisa muito dela e que ela precisa dele, já que o pai tem Alzheimer. Portanto, a solidão está presente em ambos.
Toda a angústia que Adam guarda uma hora tem que transparecer e isso acontece em uma das melhores cenas do filme, o que não simboliza uma fraqueza, muito pelo contrário, é coragem. Além disso, mostra que sempre entramos em colapso nervoso na frente de quem mais gostamos, talvez porque saibam que não queremos realmente dizer qualquer besteira que tenhamos dito.
O filme é baseado na experiência do roteirista Will Reiser,  amigo de Seth Rogen, que sobreviveu ao câncer e manteve o humor independente das dificuldades. Com o próprio Rogen como produtor do filme é de se esperar bons risos haha
Engraçado e honesto, must see!

Veja o trailer AQUI.

Por: Gabriela

                     

                        
                         

Finally back!

    

Após longos meses do inferno chamado “vestibular”, Movie Stalkers voltou! Com leitores ou não kkk O que importa é escrever sobre filmes!
Gabi 

Movie Stalkers está enfrentando algo chamado vestibular :(Entro em recesso, mas por pouco tempo!
Gabi

Movie Stalkers está enfrentando algo chamado vestibular :(
Entro em recesso, mas por pouco tempo!

Gabi

The Fighter (2010)

                        

And the Oscar for Best Supporting Actor goes to…CHRISTIAN BALE!
Cara, eu fiquei de boca aberta do começo ao fim. Ele está quase irreconhecivel fisicamente, acho que perdeu 28 quilos para entrar na pele de um ex-boxeador viciado em crack. Mas não é só o visual que te espanta, é a verossimilhança com o real Dicky Eklund (que aparece durante os créditos finais), já que a história é verídica. Eu assistia o filme e pensava “Isso que é atuar, então”; sério, está incrível.
O filme conta a história de dois irmãos boxeadores; Micky Ward (Mark Wahlberg) e Dick Eklund (Christian Bale). Ambos trabalhavam asfaltando as ruas de Lowell, Massachusettes, e ganhavam uma grana extra lutando boxe. Dicky era conhecido como o “orgulho de Lowell” por, no ápice de sua carreira como boxeador, ter sido o novato que nocauteou Sugar Ray. Depois, passa a vida treinando o meio-irmão mais novo, quando o “crack” permite que ele compareça aos treinos. Seu vício vira tema de documentário na HBO, uma equipe o segue pela cidade, filmando os efeitos que as drogas causam. Dick diz para todos em Lowell que o documentário seria sobre sua “grande volta”, não querendo admitir para si mesmo que chegou ao fundo do poço.
 Micky é o irmão mais novo que sempre viveu na sombra de Dick e de sua própria mãe que, como agente, arranjava as lutas. Até que, uma dessas lutas é arranjada com um cara com o peso 3x maior que o de Micky, ou seja K.O! Puto e envergonhado pela derrota, hesita em aceitar a interferência da mãe e do irmão. Lhe é oferecido a chance de ser pago para treinar em L.A. Dick, que achava que Micky jamais deveria deixar a família, tenta arrumar dinheiro para  manter seu irmão mais novo, acabando preso pelos golpes que deu. Micky, que tenta defender o irmão da polícia, também é preso e tem a mão quebrada.
Puto por nunca passar de uma “stepping stone”, lutador usado para alavancar os mais importantes, de lutas falhas e de ter um treinador que raramente comparecia a algum treino, decide aceitar uma nova proposta que lhe é feita, seria treinado pelo chefe da polícia local e teria um novo agente, sob a condição de que sua família não interferiria. Recebe total apoio da namorada, Charlene (Amy Adams), atleta não sucedida que conheceu trabalhando em um bar.
Micky consegue uma boa luta e a ganha por lembrar do que o irmão o ensinou.
Dicky sai da prisão e, ele  e a mãe, acham que tudo voltaria ao normal, porém, Micky lembra do que havia prometido e rola um fight com a galera toda. Dick corre atrás de todos para que juntos treinem Micky.
E o resto, é a grande luta pelo welterweight title.
Dick vence a maior luta que é contra seu vício; quando o irmão se torna campeão, lhe dá todos os créditos por ter conseguido.
O elenco é brilhante. Melissa Leo é a mãe (Alice Ward), minha aposta para Melhor Atriz Coadjuvante, junto com o Christian Bale. A Amy Adams também concorre na mesma categoria, ela está bem diferente do que estamos acostumados a ver, tipo “estou querendo quebrar o estereótipo”. Mark Wahlberg é o fortão hehe, igualmente incrível, ele também produziu o filme. Curiosidade: Mickey O’Keefe, o sargento da cidade de Lowell que treina Micky, faz o papel dele mesmo no filme. Must see.

Veja o trailer AQUI.

Por: Gabriela